domingo, 13 de fevereiro de 2011

Do que foi e do que será

Escrever sempre foi uma maneira muito sutil de dizer o que penso sobre tudo o que me cerca. Ultimamente tenho deixado de escrever por medo, receio ou qualquer outra coisa que seja... medo dos comentários recheados de maldade e de mal dizer dos outros, que, por não viverem e não sentirem na pele o fio que tem cortado a minha vida, sentem-se no direito indigno de colocar o dedo na ferida. Tenho alguns poucos, amigos, com quem posso ficar sem falar nada, sem tocar no assunto e sem ser tocado. A história toda ainda me doi e sei que vai doer por muitos anos, principalmente pela saudade que lembrar do riso do João Pedro me causam. Sei que o transtorno todo é tão passageiro, porém constante. Não poder te oferecer a segurança de um abraço diário, de um carinho involuntário, sem hora marcada... isso me constrange ao ultimo... e eu sei da culpa que me cabe e a aceito de bom gosto por saber que cometi muitos erros, mesmo sabendo que me deixei levar sempre pelo fio da emoção que um dia fez um nó no meu próprio pescoço. Cortar os sentimentos de angústia, ansiedade e incertezas preciso urgentemente. Deflorada mente. Mas não há por onde começar, pois o tempo há.... Preciso muito atiçar o desejo por viver e realizar. E realizá-las pensando em você.

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